quarta-feira, janeiro 10, 2007

um aperto no coração...

t
t
jantávamos em casa de uma tia, muito querida, e estava na mesa um serviço com cerca de 70
t
anos que foi dado aos meus avós quando se casaram. nós, filhos, sobrinhos e netos, não
t
apreciamos o desenho e cores do serviço e entrámos numa brincadeira:
t
pai (meu primo) – se vendêssemos o serviço, já tínhamos dinheiro para as portas da casa que estamos a recuperar
t
eu – pois, raspávamos o dourado e vendíamos! (gargalhada geral)
t
mãe (minha prima) – mas, como nós não costumamos fechar as portas dos quartos e corredor, podemos só colocar portas na cozinha e casas de banho...
t
filha dos primos – oh não, que eu às vezes fecho a porta do meu quarto...
t
mãe (minha prima) – mas *****, tu nunca fechas a porta do quarto!
t
filha dos primos – fecho, fecho! para estar sozinha!
t
todos – para estar sozinha a fazer o quê?
t
filha dos primos – sozinha, a chorar!
t
todos – porquê?
t
pai (meu primo) – deve ser por causa do namorado que não lhe liga... (risada geral)
t
filha dos primos – não!...choro por causa da diabetes!
t
t
ficámos todos “entupidos”. a ***** é insulino-dependente e tem apenas 10 anos...
t
t

12 comentários:

Black Cat disse...

E eu, que hoje acordei queixosa, nem me atrevo a dizer nada… O meu queixume é apenas uma birra de menina mimada comparado com o que acabo de ler.

Teresa disse...

pois black cat,
estas situações fazem-nos ver que por vezes lamentamo-nos de situações que não carecem de tanta preocupação.
obrigada pelas visitas!

Capitão-Mor disse...

Olhe, eu sei bem o que isso é. A minha mãe descobriu que era diabética o ano passado, quando dei com ela desmaiada no chão da sala. Tinha 600 de taxa de glicemia nesse dia! Foi um milagre ter sobrevivido. mas numa criança deve ser horrível. Que criança não gosta de guloseimas?

BeHappy disse...

É verdade,ás vezes pensamos que está tudo contra nós e que estamos cheios de problemas, mas quando olhamos á nossa volta vemos que afinal não é bem assim...

Eu também convivo com uma criança de oito anos que sofre do mesmo, sei que é muito dificil....

Mas o importante é levar sempre a vida com um sorriso, "nem que seja um sorriso triste. Porque mais triste que um sorriso triste é a tristeza de não saber sorrir"! (como dizia o outro!)

Teresa disse...

oh! meu capitão,
o pior é que não são as guloseimas, mas sim, um pouco mais de arroz, uma amêndoa, uma noz,uma pouco mais de fruta,etc,etc,etc,...
olhe que essa taxa é altíssima!!! folgo em saber que a sua mãe resistiu!
até breve.




behappy,
faço minhas as suas palavras!
um abraço.

marta disse...

Coitadinha!
Mas olha só o que uma conversa engraçada vai descobrir.
Beijinhos.

Anónimo disse...

Querida Teresinha,

Que coisa tão bonita que tu escreves-te. Emocionei-me ao ler este texto.

De facto costumamos todos andar a queixar-nos de isto e daquilo por coisas que não valem um chavelho e esse amor de miúda angustiada com um pequeno senão que lhe condiciona toda a vida e a sua inocência de criança. Incrível.

O blog está cada vez melhor PARABÉNS e uma beijo grande minha linda.

looopssss

Teresa disse...

Loooooopppsssss!
então o meu beijo repioqueiro???

minha riquezuras, o blog não é para melhorar, é para postar:)
beijinhos grandes e vamos falando.

Alcebíades José disse...

O que mais me toca é a velocidade galopante com que crescemos, ou melhor com que as crianças de hoje crescem.
Quando tinha dez anos só chorava se batesse como muita força com alguma parte do meu corpo no chão, nas paredes ou na minha irmã...

Alcebíades José disse...

Já agora uma grande abraço para o Boris, o meu grande amigo de Vila do Conde, que eu não sei se conheces ou não, mas fica dado.

asdrubal tudo bem disse...

Sem palavras.

Teresa disse...

alcebíades,
é verdade, esta minha prima, quando descubriu que era diabética, cresceu "à força"...a responsabilidade que teve que aprender a ter é impressionante...

e não, não conheço o Boris, mas se conhecer, o abraço será entregue.



pois asdrubal,
foi sem palavras que ficámos todos...